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Maquetes e o Mercado

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    • #7721


      Participante

      A maquete eletrônica é cada dia mais popular e tornar-se parte integrante de qualquer projeto, por isso é importante você arquiteto e designer, entender melhor a ferramenta que tem nas mãos. Saber qual é o papel da maquete e se ela é realmente imprescindível em suas vidas profissionais.
      Como sabemos geralmente a maquete é utilizada após a conclusão do projeto, no momento de apresentação do mesmo ao cliente final, mas pode ser usada também como uma ferramenta preciosa durante o projeto.
      É interessante lembrar a máxima das escolas de Arquitetura que diz que “o papel aceita tudo”. Isso quer dizer que o que funciona no papel nem sempre é possível na vida real, da mesma forma que o que muitas vezes fica com um aspecto visual esteticamente agradável no desenho 2D, quando transposto para a terceira dimensão se mostra completamente diferente do imaginado. Por isso, muitos arquitetos usam os modelos 3D como ferramenta de projeto, evitando desgastes desnecessários com clientes e fornecedores.
      As maquetes estão cada vez mais realistas e com isso é cada vez mais fácil encontrar falhas de projeto, além de falhas de design.
      Não é raro arquitetos que mudam projetos inteiros depois de verem a maquete, muitas vezes em estágio inicial. Outras vezes, mudam acabamentos, cores, móveis, lay-out, entre outros elementos.
      Obviamente, ter acesso a uma ferramenta que possibilite ao arquiteto vislumbrar seu projeto em detalhes em pouco tempo e com alta qualidade seria, por si só, mais do que suficiente argumento para o uso da maquete eletrônica por todos os arquitetos e designers. Entretanto, de nada serve um projeto bem feito, estudado, se o cliente não se apaixonar pelo projeto e é aí que reside o motivo que leva 99% dos arquitetos a contratarem serviços de maquete.
      O maior problema de qualquer arquiteto é sempre fazer com que o cliente entenda completamente o projeto. Lembremos que o cliente, em geral, é um indivíduo com pouco ou nenhum conhecimento de desenho técnico. Por isso, apresentar a trinca “planta/corte/elevação” mostra-se invariavelmente insuficiente para passar a idéia correta do projeto.
      As maquetes eletrônicas são a resposta para esse tipo de problema, por ser rápida, confiável e precisa. Também é facilmente alterada e tem seu custo diminuindo a cada ano.
      Todo esse dinamismo propicia uma nova arma ao arquiteto: o cliente agora pode ser bombardeado com uma verdadeira chuva de imagens, dos mais diversos ângulos, com as mais diversas opções de acabamentos, iluminação, lay-out…
      A maquete eletrônica passou a ser, talvez, o principal argumento de venda, com o qual o arquiteto encanta o cliente e o leva para dentro de sua imaginação. Nesse sentido, a revolução proporcionada pelos sistemas de CAD (Computer Aided Design) trouxe não apenas mais beleza aos desenhos, mas mais segurança para o consumidor, que passa a contar com um novo documento, preciso e de fácil entendimento pelo leigo, usado até mesmo em discussões técnicas cliente/arquiteto.
      Por fim, é preciso saber que com o advento do hyper realismo das maquetes eletrônicas, não basta, hoje, arquitetos e designers saber simplesmente operar o software. É necessário que estes profissionais tenham conhecimentos de física, fotografia, ótica, arquitetura, etc.
      Modalidades de apresentação
      Como todas as novas mídias, as maquetes eletrônicas possibilitam uma nova gama de modalidades de apresentação para projetos que eram antes impossíveis.
      • Animações
      O primeiro passo e também o mais natural é a animação. O cliente pode ser transportado para dentro do projeto, a bordo de uma câmera virtual e passear por toda a sua futura casa vendo em detalhes tudo que o arquiteto imaginou.
      Está se tornando cada vez menos raro o que chamamos de real estate cam, isto é, a câmera imobiliária. Assim como os programas de TV de venda de imóveis, a câmera imobiliária não passeia pelo projeto, mas fixa-se em pontos específicos chamados hotspots, de onde tem-se a melhor visão de determinado ambiente. Nesse tipo de animação, o cliente tem mais tempo para apreciar o projeto, podendo prestar atenção ao ambiente sem se preocupar com o movimento da câmera.
      • Realidade Virtual
      Outra modalidade de apresentação é a realidade virtual (VR). Com a mesma qualidade das imagens still e das animações, se diferencia pela interatividade. Em uma apresentação em VR o observador pode escolher em que direção olhar e, em alguns casos, para onde quer ir.
      • Apresentação interativa
      Feita de imagens simples, a apresentação interativa se assemelha bastante a uma página de Internet. O conceito é igualmente simples, mas bastante efetivo: com o simples clique do mouse, o cliente pode mudar acabamentos, cores, mudar para ângulos pré-definidos, entre outras coisas. Mais simples e leve do que as animações, conta ainda com outra vantagem: pode ser criado um arquivo auto-contido, que permite que o cliente leve a apresentação e a visualize em qualquer computador, sem a necessidade de assistência ou instalações complicadas.

      Fonte: Escola Melies.
      http://www.melies.com.br/

    • #7722


      Participante

      Muito show esse texto Padão!
      Vlw

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